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Economia

Petróleo sobe mais de 3% após escalada das tensões entre EUA e Irã

  Os preços do petróleo registraram forte volatilidade nesta quarta-feira (10), em meio ao aumento das tensões entre Irã e Estados Unidos....

Por 11 de junho de 202645 minutos atrás
Petróleo sobe mais de 3% após escalada das tensões entre EUA e Irã

 

Os preços do petróleo registraram forte volatilidade nesta quarta-feira (10), em meio ao aumento das tensões entre Irã e Estados Unidos. A retomada de ações militares entre os dois países colocou fim a um período de aproximadamente dois meses de cessar-fogo e reacendeu preocupações sobre a estabilidade no Oriente Médio.

O barril do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, iniciou o dia em alta, chegou a recuar e foi negociado a US$ 90,78 durante a manhã. No entanto, com a intensificação das notícias sobre novos confrontos, a commodity voltou a ganhar força e alcançou US$ 94,59 no período da tarde, acumulando valorização de 3,43% no pico do dia.

Já o petróleo WTI, utilizado como referência nos Estados Unidos, também avançou e era negociado próximo de US$ 90 o barril, com alta superior a 2%.

A reação do mercado ocorreu após a divulgação de ataques iranianos contra instalações ligadas aos Estados Unidos na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein. Segundo Teerã, a ofensiva foi uma resposta a ações militares norte-americanas na região do estreito de Hormuz. Trata-se do primeiro ataque iraniano a aliados de Washington desde o anúncio da trégua firmado em abril.

Nos últimos dias, os sinais de desgaste do cessar-fogo já haviam aumentado. Bombardeios envolvendo Israel e Irã elevaram a tensão regional, e as tentativas de interromper os confrontos mostraram-se insuficientes para impedir uma nova escalada militar.

Após os episódios mais recentes, o presidente norte-americano Donald Trump criticou a postura iraniana nas negociações e afirmou que o país enfrentará consequências por não ter avançado em um acordo. Em resposta, autoridades iranianas indicaram que poderão rever a continuidade das conversas diplomáticas com Washington.

As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram ter realizado ataques contra sistemas de defesa aérea, radares e centros de controle iranianos, classificando a operação como uma reação proporcional aos acontecimentos anteriores.

Enquanto isso, países vizinhos do Golfo Pérsico e a Jordânia reforçaram seus sistemas de defesa aérea para interceptar possíveis ameaças, sem relatos imediatos de danos significativos às bases norte-americanas na região.

Apesar do aumento da tensão, iniciativas diplomáticas continuam em andamento. Fontes ligadas às negociações indicaram que representantes do Catar estiveram em Teerã após consultas com autoridades dos Estados Unidos, buscando manter abertas as possibilidades de um acordo e reduzir os riscos de uma ampliação do conflito.