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Economia

Grávidas cadastradas no Bolsa Família têm acesso a auxílio complementar

  Mulheres grávidas que participam do Bolsa Família terão acesso a um acompanhamento mais eficiente graças a uma nova medida do governo...

Por 8 de junho de 202639 minutos atrás
Grávidas cadastradas no Bolsa Família têm acesso a auxílio complementar

 

Mulheres grávidas que participam do Bolsa Família terão acesso a um acompanhamento mais eficiente graças a uma nova medida do governo federal. A iniciativa busca agilizar a identificação de gestantes inscritas no programa e facilitar a concessão do Benefício Variável Gestante (BVG), auxílio destinado a apoiar mulheres durante a gravidez.

A mudança foi estabelecida por meio da Portaria Interministerial nº 38, publicada pelos ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social e da Saúde. A proposta fortalece a integração entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Bolsa Família, permitindo uma troca mais rápida de informações entre as áreas de assistência social e saúde.

 

Identificação mais rápida das gestantes

Com a nova regulamentação, os sistemas governamentais passarão a compartilhar dados mensalmente, o que deve acelerar a localização de mulheres grávidas beneficiárias do programa. A expectativa é reduzir atrasos cadastrais e garantir que o benefício seja liberado de forma mais ágil.

Além de facilitar o pagamento do BVG, a integração também pretende reforçar o acompanhamento pré-natal e evitar que gestantes deixem de receber seus direitos por falhas na comunicação entre os órgãos públicos.

Segundo o governo federal, a medida faz parte de uma estratégia para aproximar políticas de saúde e assistência social, ampliando a proteção oferecida às famílias em situação de vulnerabilidade.

 

Saúde infantil continua sendo prioridade

A nova portaria também mantém o acompanhamento das exigências de saúde já previstas pelo Bolsa Família. Crianças com menos de sete anos seguirão sendo monitoradas pelas equipes da Atenção Primária à Saúde, com controle da vacinação e avaliações periódicas sobre crescimento e estado nutricional.

As gestantes e mães que estão amamentando também continuarão recebendo acompanhamento por meio das ações de Vigilância Alimentar e Nutricional, permitindo a identificação antecipada de possíveis riscos à saúde.

De acordo com o governo, essas ações contribuem para a prevenção de doenças, a melhoria da qualidade de vida e o fortalecimento do acesso aos serviços básicos de saúde.

 

Atenção ampliada para comunidades tradicionais

Outro destaque da regulamentação é o reforço das ações voltadas aos Grupos Populacionais Tradicionais e Específicos (GPTE), categoria que inclui indígenas, quilombolas, ribeirinhos, povos de terreiro e outras comunidades que enfrentam maiores desafios no acesso aos serviços públicos.

A medida prevê capacitação de profissionais que atuam nessas regiões e o desenvolvimento de iniciativas voltadas à promoção da saúde, segurança alimentar e prevenção de doenças, especialmente em áreas mais afastadas dos grandes centros.

 

Mais famílias conquistam autonomia financeira

As mudanças acontecem em um cenário de redução do número de beneficiários do programa. Dados divulgados pelo governo indicam que mais de 5 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e abril de 2026 após registrarem aumento de renda acima dos limites exigidos para permanência no programa.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o resultado está ligado ao crescimento das oportunidades de emprego e geração de renda.

Atualmente, famílias que ultrapassam a renda mínima exigida ainda podem contar com a chamada Regra de Proteção. Nesse modelo, quem possui renda per capita superior a R$ 218 e inferior a R$ 706 continua recebendo metade do benefício por até 12 meses, garantindo uma transição mais segura até alcançar independência financeira.