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Economia

Petróleo dispara quase 3% e se aproxima da marca dos US$ 100

O petróleo registrou forte alta nesta quarta-feira (3), chegando a avançar quase 3% em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. O movimento foi impulsionado por novos ataques atribuídos...

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Petróleo dispara quase 3% e se aproxima da marca dos US$ 100

O petróleo registrou forte alta nesta quarta-feira (3), chegando a avançar quase 3% em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. O movimento foi impulsionado por novos ataques atribuídos ao Irã contra países aliados dos Estados Unidos e pela continuidade dos bombardeios de Israel em território libanês.

O barril do tipo Brent, referência internacional, alcançou US$ 98,98 no início da manhã, com valorização de 2,86%. Mais tarde, já no período da manhã em Brasília, o preço recuou levemente para US$ 97,10, ainda em alta de 1,15%. O WTI também acompanhou o movimento, sendo negociado a US$ 94,59, com avanço de 0,89%.

A instabilidade na região aumentou após relatos de troca de acusações entre Irã e Estados Unidos sobre violações de cessar-fogo no golfo Pérsico. Autoridades norte-americanas afirmaram que mísseis iranianos teriam atingido o aeroporto do Kuwait, que chegou a ser temporariamente fechado. O governo local confirmou uma morte relacionada ao episódio.

De acordo com o Centcom, o Irã teria lançado uma série de mísseis durante a noite, embora a maioria não tenha atingido os alvos. Em resposta, forças dos Estados Unidos realizaram ataques classificados como defensivos contra a ilha iraniana de Qeshm, próxima ao estratégico estreito de Hormuz.

A Guarda Revolucionária do Irã, por sua vez, afirmou ter atingido uma embarcação associada a Israel e aos Estados Unidos, além de outras ações militares na região e contra instalações ligadas à Quinta Frota americana no Bahrein. Teerã sustenta que as ofensivas seriam retaliações a ataques anteriores contra um petroleiro iraniano e à própria ilha de Qeshm.

Enquanto isso, Israel manteve operações militares no Líbano, com ataques concentrados na região de Beirute e no sul do país, ampliando a tensão regional.

O cenário também expôs divergências políticas envolvendo lideranças internacionais, incluindo críticas relatadas entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em meio a preocupações sobre o impacto do conflito nas negociações diplomáticas.

Em meio à crise, Trump afirmou que o Irã teria aceitado não desenvolver armas nucleares e indicou a possibilidade de encontros com autoridades iranianas. Segundo ele, o processo de negociação segue em andamento, apesar das tensões militares.

Até o momento, o governo iraniano não comentou oficialmente as declarações. Integrantes do regime, no entanto, já haviam advertido que qualquer escalada militar seria respondida com novas ofensivas na região.

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Juliana
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