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Lifestyle

Ar-condicionado no inverno: 3 mitos que confundem os consumidores

  Com a chegada do inverno e a redução das temperaturas em diferentes regiões do país, muitas pessoas voltam a questionar se...

Por 12 de junho de 202639 minutos atrás
Ar-condicionado no inverno: 3 mitos que confundem os consumidores

 

Com a chegada do inverno e a redução das temperaturas em diferentes regiões do país, muitas pessoas voltam a questionar se o ar-condicionado deve ou não ser utilizado durante os dias frios. Embora o equipamento seja frequentemente associado aos períodos de calor intenso, especialistas ressaltam que ele também pode desempenhar um papel importante nos meses mais frios, especialmente quando possui função de aquecimento e tecnologias voltadas à eficiência energética.

Entre as crenças mais difundidas está a ideia de que o ar-condicionado seria prejudicial à saúde durante o inverno. No entanto, o problema geralmente não está no aparelho, mas na forma como ele é utilizado. Temperaturas inadequadas, falta de manutenção preventiva e filtros sujos costumam ser os principais fatores responsáveis pelo desconforto em ambientes climatizados.

Segundo Romenig Magalhães, supervisor de Pesquisa e Desenvolvimento da Gree no Brasil, os avanços tecnológicos transformaram o papel dos equipamentos de climatização. Além de controlar a temperatura, muitos modelos contam com sistemas de filtragem capazes de ajudar na retenção de partículas presentes no ar, contribuindo para um ambiente interno mais equilibrado e confortável. Para ele, conhecer os recursos disponíveis é fundamental para que o consumidor faça escolhas mais conscientes e adequadas às suas necessidades.

Outro equívoco recorrente envolve a tecnologia inverter. Há quem acredite que ela perde relevância durante o inverno, mas o sistema continua oferecendo vantagens importantes mesmo em temperaturas mais amenas. Diferentemente dos aparelhos convencionais, que alternam entre ligar e desligar para manter a climatização, os modelos inverter ajustam continuamente o funcionamento do compressor, preservando a estabilidade da temperatura e reduzindo o consumo de energia.

De acordo com o especialista, os maiores gastos energéticos acontecem justamente no momento em que o compressor é acionado. Ao evitar ciclos frequentes de desligamento e religamento, a tecnologia inverter reduz esse impacto e pode operar com uma fração da capacidade total do equipamento quando as condições do ambiente exigem menos esforço, aumentando a eficiência energética e o conforto térmico.

Também é comum a percepção de que o ar-condicionado resseca o ambiente no inverno da mesma forma que ocorre nos dias mais quentes. Entretanto, essa sensação depende de diversos fatores, como a ventilação do espaço, os índices de umidade do ar, a temperatura externa e o tempo de uso do aparelho. Quando configurado corretamente e utilizado de acordo com as condições do ambiente, o equipamento pode proporcionar conforto sem gerar desconfortos relacionados ao ressecamento.

Nos modelos com função quente e frio, o aparelho se torna uma alternativa prática para manter a temperatura agradável em dias gelados, evitando o uso de soluções que podem demandar maior consumo energético. Vale destacar, porém, que o desempenho depende diretamente da instalação correta e do dimensionamento adequado para o tamanho do ambiente.

A escolha de um equipamento compatível com o espaço e a realização de manutenções periódicas são fatores que contribuem para maior eficiência, melhor desempenho e maior vida útil do aparelho ao longo do ano. Por isso, especialistas recomendam que os consumidores conheçam bem as funcionalidades do equipamento e utilizem seus recursos de forma consciente.

Quando empregado corretamente, o ar-condicionado deixa de ser visto como um vilão do consumo de energia ou da saúde e passa a ser um aliado para enfrentar o inverno com mais conforto, praticidade e economia.