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Seu cão vive lambendo as patas? Veja o que esse comportamento pode estar indicando

Por Juliana 21/09/2026 12:46 Atualizado em 21/09/2026 12:49

É normal que os cães lambam as próprias patas ocasionalmente, inclusive como parte dos hábitos de higiene. O problema começa quando esse comportamento passa a acontecer várias vezes ao dia, durante períodos prolongados ou com tanta intensidade que provoca vermelhidão, machucados ou queda de pelos.

De acordo com a médica-veterinária Flávia Paiffer, professora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, a lambedura frequente não deve ser tratada simplesmente como uma mania do animal.

Quando o cão passa a lamber determinada região de maneira insistente, é importante observar se existem alterações na pele ou outros sinais associados. O comportamento pode estar relacionado a problemas dermatológicos, irritações, alterações no organismo ou até questões comportamentais. Por isso, descobrir a origem do problema é essencial para interromper o ciclo de lambedura.

Veja alguns dos motivos que podem fazer o cachorro lamber excessivamente as patas.

1. Alergias podem causar muita coceira

Reações alérgicas estão entre as causas que podem levar o cachorro a sentir coceira e lamber as patas repetidamente.

O problema pode estar relacionado a fatores presentes no ambiente, como pólen e ácaros, entre outras possibilidades que precisam ser avaliadas individualmente.

Além da lambedura, podem surgir vermelhidão, coceira em outras partes do corpo e alterações na pele, principalmente entre os dedos.

Outro detalhe que pode chamar a atenção é o escurecimento dos pelos das patas, que pode ocorrer devido ao contato frequente com a saliva.

2. Parasitas também podem provocar desconforto

Pulgas, carrapatos e determinados ácaros podem causar irritação e coceira, fazendo com que o cachorro passe a lamber ou morder determinadas áreas do corpo.

Mesmo que o tutor não encontre nenhum parasita durante uma inspeção, isso não significa necessariamente que essa hipótese esteja descartada. Picadas ou reações provocadas pelos parasitas também podem desencadear o desconforto.

3. Machucados e objetos presos na pata

Uma pequena lesão pode ser suficiente para fazer o cão concentrar a atenção em uma única pata.

Espinhos, farpas, pedrinhas e outros objetos podem ficar presos entre os dedos ou nas almofadas das patas. Cortes, rachaduras e até queimaduras causadas por pisos muito quentes também podem provocar dor e levar o animal a lamber o local repetidamente.

Se a lambedura começou de forma repentina e está concentrada em apenas uma pata, vale observar cuidadosamente a região.

No entanto, objetos que estejam profundamente presos ou ferimentos dolorosos não devem ser manipulados em casa.

4. Infecções e inflamações podem estar envolvidas

Problemas na pele, principalmente quando existe uma alteração anterior, podem facilitar a proliferação de bactérias e fungos.

Nessas situações, além de lamber as patas, o cachorro pode apresentar sinais como vermelhidão, inchaço, descamação, dor, secreção e mau cheiro.

Existe ainda um ciclo que pode agravar o problema: quanto mais o animal lambe, mais úmida e irritada a pele pode ficar. Isso pode dificultar a recuperação e contribuir para o surgimento ou agravamento de infecções secundárias.

5. Ansiedade, estresse e falta de estímulos

Em alguns cães, comportamentos repetitivos podem aparecer ou aumentar em períodos de estresse, ansiedade, tédio ou mudanças na rotina.

Mas é importante não concluir imediatamente que a causa é emocional. Antes disso, problemas físicos, como dor, alergias, infecções e outras doenças, precisam ser considerados e investigados.

Somente depois de descartar causas médicas é que uma origem comportamental pode ser avaliada com mais segurança.

Quando a lambedura merece atenção?

Uma lambida ocasional nas patas, sem nenhum outro sintoma, pode ser completamente normal. Já uma mudança no comportamento, principalmente quando o cão passa a lamber as patas de maneira insistente, merece atenção.

O tutor deve procurar orientação veterinária se perceber feridas, perda de pelos, inchaço, secreção, mau cheiro, dor ou dificuldade para apoiar a pata.

Também é importante evitar o uso de pomadas, medicamentos ou receitas caseiras por conta própria. O tratamento depende da causa e, sem identificar corretamente o problema, uma tentativa de tratamento pode até agravar a irritação ou mascarar sinais importantes.

Por isso, se a lambedura persistir, a avaliação de um médico-veterinário é a maneira mais segura de descobrir o que está causando o comportamento e definir o tratamento adequado.

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