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Exames que ajudam a detectar o câncer colorretal: veja a idade recomendada

O câncer colorretal, que acomete o intestino grosso e o reto, figura entre os tumores mais frequentes no Brasil. Apesar da alta incidência, a doença apresenta boas chances de tratamento e cura...

O câncer colorretal, que acomete o intestino grosso e o reto, figura entre os tumores mais frequentes no Brasil. Apesar da alta incidência, a doença apresenta boas chances de tratamento e cura quando descoberta nas fases iniciais. Além disso, em muitos casos, é possível evitar seu desenvolvimento por meio de exames preventivos capazes de identificar alterações antes que elas se tornem malignas.

Segundo especialistas, a prevenção é uma das principais armas contra esse tipo de câncer. Isso porque muitos tumores surgem a partir de pólipos intestinais, lesões que podem ser detectadas e removidas durante os exames de rastreamento, reduzindo significativamente o risco da doença.

Principais exames para prevenção do câncer colorretal

Colonoscopia

Indicada, em geral, para pessoas a partir dos 45 anos sem fatores de risco, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para a prevenção do câncer colorretal. O procedimento permite visualizar todo o intestino grosso e o reto, além de possibilitar a retirada de pólipos e outras lesões suspeitas durante o próprio exame.

Pesquisa de sangue oculto nas fezes

Também recomendada a partir dos 45 anos, conforme orientação médica, essa análise identifica pequenas quantidades de sangue que não podem ser vistas a olho nu. É um exame simples, utilizado em programas de rastreamento, embora exija alguns cuidados alimentares antes da coleta.

Teste Imunoquímico Fecal (FIT)

Mais sensível para detectar sangramentos relacionados a alterações intestinais, o FIT dispensa dieta e preparo intestinal, além de permitir que a coleta seja feita em casa. Quando o resultado é positivo, normalmente é indicada a realização da colonoscopia para investigação complementar.

Retossigmoidoscopia

Esse exame avalia apenas a parte final do intestino grosso e o reto. Embora tenha aplicação mais restrita do que a colonoscopia, pode ser solicitado em situações específicas para investigação de sintomas ou em alguns programas de rastreamento.

Colonografia por tomografia computadorizada

Conhecida como colonoscopia virtual, utiliza imagens obtidas por tomografia para examinar o intestino. É uma alternativa para pacientes que, por algum motivo, não podem realizar a colonoscopia convencional.

Testes genéticos

Pessoas com histórico familiar de câncer colorretal ou portadoras de síndromes hereditárias podem ser orientadas a realizar exames genéticos para avaliar o risco da doença. Nesses casos, o acompanhamento médico pode indicar o início do rastreamento antes dos 45 anos.

Quem deve antecipar os exames?

Embora o rastreamento preventivo seja recomendado para adultos a partir dos 45 anos sem fatores de risco, algumas pessoas precisam iniciar essa investigação mais cedo. Entre elas estão aquelas que possuem:

  • Histórico familiar de câncer colorretal;
  • Pólipos intestinais;
  • Doenças inflamatórias intestinais;
  • Síndromes genéticas hereditárias relacionadas ao câncer.

Além disso, a presença de determinados sintomas exige avaliação médica, independentemente da idade. Os principais sinais de alerta incluem:

  • Sangue nas fezes;
  • Mudanças persistentes no funcionamento do intestino;
  • Prisão de ventre ou diarreia prolongada;
  • Dores abdominais frequentes;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Anemia ou cansaço excessivo.

Especialistas reforçam que consultas médicas periódicas são fundamentais para avaliar os fatores de risco individuais e definir quais exames são mais indicados em cada caso. O diagnóstico precoce continua sendo um dos principais fatores para aumentar as chances de sucesso no tratamento e reduzir a mortalidade causada pelo câncer colorretal.

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