Há 186 anos, manobra política antecipava o fim da Regência para tentar estabilizar o país e dar início a um dos períodos mais longos de governo da história brasileira.
No dia 23 de julho de 1840, o Senado Imperial brasileiro protagonizou um dos momentos mais decisivos para a consolidação da nação. Aprovado em meio a uma profunda crise social e política, o ato conhecido como Golpe da Maioridade declarou o jovem Dom Pedro de Alcântara apto a assumir o trono como Imperador do Brasil com apenas 14 anos.
A manobra encerrou o conturbado Período Regencial e inaugurou o Segundo Reinado, fase que duraria quase meio século.
O contexto de um Brasil em chamas
Desde a abdicação de D. Pedro I, em 1831, o país era governado por regentes enquanto o herdeiro ao trono ainda era uma criança. A ausência de uma figura central forte alimentou revoltas provinciais violentas por todo o território nacional, como:
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A Farroupilha no Rio Grande do Sul;
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A Sabinada na Bahia;
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A Balaiada no Maranhão;
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A Cabanagem no Pará.
A aliança entre políticos liberais e conservadores viu na figura do jovem imperador a única solução capaz de unificar o país, evitar a fragmentação do território e restaurar a ordem pública.
A famosa declaração do jovem imperador
Para que a transição ocorresse, a Constituição de 1824 — que exigia a idade mínima de 21 anos para a posse real — precisava ser contornada.
Pressionado por uma comissão de parlamentares que o visitou no Palácio de São Cristóvão para perguntar se aceitaria assumir o governo imediatamente, o jovem Pedro proferiu a frase que entrou para os livros de história:
“Quero já!”
Diante da resposta, o Senado aprovou a declaração formal de maioridade naquele mesmo 23 de julho. Pedro II jurou a Constituição no dia seguinte e foi coroado oficialmente no ano posterior, dando início ao seu reinado de 49 anos à frente do Império do Brasil.

