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Jovens também estão em risco: entenda o avanço dos casos de AVC e infarto

As doenças cardiovasculares continuam entre as principais causas de morte no Brasil e já não podem ser encaradas como um problema exclusivo da população mais velha. Dados recentes mostram um...

Por 5 min de leitura
Jovens também estão em risco: entenda o avanço dos casos de AVC e infarto

As doenças cardiovasculares continuam entre as principais causas de morte no Brasil e já não podem ser encaradas como um problema exclusivo da população mais velha. Dados recentes mostram um cenário preocupante: milhares de brasileiros perdem a vida todos os anos em consequência de problemas que afetam o coração e os vasos sanguíneos, enquanto os casos entre adultos jovens também apresentam crescimento.

Um dos sinais desse alerta aparece nos números de internações por infarto. Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 2000 e 2024, houve um aumento de 180% nas hospitalizações por infarto entre brasileiros com menos de 40 anos.

Para o cardiologista Carlos Rassi, coordenador de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, não existe uma única explicação para essa tendência. O aumento está relacionado à combinação de diversos fatores presentes no estilo de vida moderno.

Entre eles estão o excesso de peso, a falta de atividade física, uma alimentação com grande quantidade de produtos ultraprocessados, noites mal dormidas e níveis elevados de estresse. O tabagismo, os cigarros eletrônicos e o aparecimento cada vez mais precoce do diabetes tipo 2 também entram nessa lista.

O especialista chama atenção ainda para o consumo de drogas, estimulantes, anabolizantes e grandes quantidades de nicotina, que podem aumentar o risco cardiovascular. Além dos fatores comportamentais, a genética também tem um papel importante. Pessoas com familiares que tiveram infarto ou outras doenças cardiovasculares em idade jovem precisam ter atenção redobrada.

Prevenção não depende de soluções milagrosas

Com a popularização de suplementos e do chamado biohacking — conjunto de estratégias que busca utilizar hábitos, tecnologia e diferentes métodos para modificar o funcionamento do organismo — surgiram inúmeras promessas relacionadas à saúde e à longevidade.

Porém, segundo o cardiologista, as principais medidas para proteger o coração continuam sendo aquelas já respaldadas por evidências científicas.

Uma rotina que combine alimentação equilibrada, exercícios regulares e acompanhamento de fatores como pressão arterial, colesterol e glicemia ainda é uma das formas mais eficazes de reduzir o risco cardiovascular.

O controle do estresse também merece atenção. Situações de tensão prolongada podem manter o organismo em estado de alerta, aumentando a liberação de hormônios como cortisol e adrenalina. Isso pode favorecer a elevação da pressão arterial, prejudicar o sono e contribuir para processos inflamatórios.

O sono é outro ponto frequentemente deixado de lado. Roncos muito intensos, interrupções frequentes durante a noite e episódios de apneia podem representar um risco para a saúde cardiovascular, inclusive em pessoas que passam oito ou nove horas na cama.

O perigo está justamente no que não dá sinais

Hipertensão e aterosclerose podem avançar durante anos sem provocar sintomas evidentes. Por isso, alguns sinais aparentemente comuns não devem ser ignorados.

Falta de ar durante esforços, cansaço fora do habitual, palpitações, tontura e dores na mandíbula ou nas costas durante atividades físicas podem indicar alterações cardiovasculares. Em alguns casos, até mesmo a disfunção erétil pode estar relacionada a problemas nos vasos sanguíneos.

A avaliação médica também pode ser importante antes dos 40 anos para pessoas que apresentam fatores de risco, como histórico familiar de doença cardiovascular precoce, obesidade, hipertensão, diabetes ou tabagismo.

Exercício é um dos principais aliados

Entre as estratégias de prevenção, a atividade física merece destaque porque atua simultaneamente sobre diversos fatores associados às doenças cardiovasculares.

Exercitar-se regularmente pode ajudar no controle do peso, da pressão arterial, do colesterol e da glicemia. A prática também está relacionada à melhora do sono, da saúde mental e à redução de processos inflamatórios.

A Organização Mundial da Saúde recomenda, para adultos, pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada ou 75 minutos de exercícios de intensidade vigorosa.

Quem está sedentário deve começar aos poucos, aumentando a duração e a intensidade progressivamente. Pessoas com fatores de risco ou que pretendem iniciar atividades mais intensas podem precisar de uma avaliação profissional antes de começar.

5 atitudes para reduzir o risco cardiovascular

1. Coloque o corpo em movimento

Procure atingir pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana. Caminhadas, bicicleta, dança e musculação, por exemplo, podem fazer parte de uma rotina ativa.

2. Acompanhe pressão, colesterol e glicemia

Não espere aparecerem sintomas para verificar esses indicadores. Hipertensão, alterações no colesterol e diabetes podem permanecer silenciosos por bastante tempo.

3. Cuide do estresse e da qualidade do sono

Tensão constante e noites mal dormidas podem prejudicar a saúde cardiovascular. Roncos frequentes, pausas na respiração e sono pouco reparador devem ser investigados.

4. Não ignore mudanças no corpo

Cansaço incomum, falta de ar, palpitações, tonturas ou dores durante o esforço merecem atenção, principalmente quando são recorrentes ou aparecem de forma diferente do habitual.

5. Evite soluções que prometem resultados milagrosos

Suplementos e estratégias de biohacking não substituem os cuidados básicos. Alimentação adequada, exercício, controle dos fatores de risco e acompanhamento médico continuam sendo pilares importantes para preservar a saúde do coração e do cérebro.

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Este conteúdo foi produzido com apoio de inteligência artificial. A equipe do Destaque Hoje Notícias é responsável pela publicação, atualizações e correções.