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Economia

Escalada de conflitos em Hormuz impulsiona alta do preço do petróleo

O mercado internacional de petróleo iniciou a noite desta segunda-feira (13) em alta, logo após a reabertura das negociações. Os contratos da commodity ampliaram os ganhos registrados na sessão anterior,...

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Escalada de conflitos em Hormuz impulsiona alta do preço do petróleo

O mercado internacional de petróleo iniciou a noite desta segunda-feira (13) em alta, logo após a reabertura das negociações. Os contratos da commodity ampliaram os ganhos registrados na sessão anterior, quando os preços fecharam com valorização próxima de 10%.

Por volta das 23h (horário de Brasília), o barril do Brent, referência para o mercado global, era negociado a US$ 84,22, avanço de 1,10%. Já o WTI (West Texas Intermediate), principal referência nos Estados Unidos, subia 1,61%, sendo cotado a US$ 79,40. No encerramento da segunda-feira, o Brent havia alcançado US$ 83,17, acumulando alta de 9,4% no dia.

A valorização reflete o aumento das tensões no Oriente Médio, especialmente após a intensificação do conflito envolvendo o Irã. O petróleo já apresentava movimento de alta desde domingo (12), mas os preços aceleraram durante a tarde de segunda-feira depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a intenção de cobrar uma tarifa de 20% sobre todas as cargas transportadas pelo Estreito de Hormuz.

Além da proposta de pedágio, Trump declarou que os Estados Unidos pretendem reforçar sua presença na região, retomando o bloqueio a embarcações iranianas que utilizem a importante rota marítima. Em entrevista à emissora Fox News, o presidente afirmou que o país deverá assumir o controle do estreito e atuar como responsável por sua segurança, defendendo inclusive que os custos dessa operação sejam compensados financeiramente.

A reação do Irã veio por meio de um comunicado divulgado por seu comando militar conjunto. O governo iraniano afirmou que não aceitará qualquer atuação militar norte-americana na área e advertiu que embarcações que transitarem sem autorização pelas rotas determinadas poderão ser alvo de ataques. Teerã também alertou que qualquer apoio oferecido por países vizinhos aos Estados Unidos será considerado uma ação hostil, sujeita a retaliações.

Mesmo após o encerramento das negociações, a crise continuou se agravando. Os Emirados Árabes Unidos informaram que ataques com mísseis iranianos contra dois petroleiros no Estreito de Hormuz deixaram um tripulante morto e outros oito feridos.

Em nota oficial, o Ministério da Defesa dos Emirados condenou o episódio, classificando a ofensiva como um ataque grave e ressaltando que o país preserva o direito de responder à escalada da violência.

Por outro lado, a Guarda Revolucionária Islâmica declarou que atingiu e inutilizou dois superpetroleiros considerados infratores. Segundo a versão iraniana, as embarcações ignoraram diversos avisos, desligaram seus sistemas de navegação e tentaram atravessar uma rota que, de acordo com as autoridades militares, estava sob controle e apresentava riscos.

O comunicado iraniano não identificou os navios envolvidos nem confirmou se eram as mesmas embarcações mencionadas anteriormente pelos Emirados Árabes Unidos.

Ainda na nota, a Guarda Revolucionária responsabilizou os Estados Unidos por incentivar embarcações a utilizarem uma rota considerada ilegal pelo Irã. O governo também afirmou que qualquer cooperação com Washington poderá ampliar os danos na região, atrasar a normalização da navegação no Estreito de Hormuz e aumentar o risco de uma crise energética de alcance global.

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Juliana
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