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Cada vez mais adultos recebem diagnóstico de autismo; entenda o motivo

O número de adultos que descobrem estar no espectro autista tem chamado cada vez mais atenção. Dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) apontam que aproximadamente uma em...

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Cada vez mais adultos recebem diagnóstico de autismo; entenda o motivo

O número de adultos que descobrem estar no espectro autista tem chamado cada vez mais atenção. Dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) apontam que aproximadamente uma em cada 36 crianças é diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A ampliação desse reconhecimento ao longo dos anos também ajuda a explicar por que muitas pessoas chegam à idade adulta e só então recebem o diagnóstico.

Durante muito tempo, indivíduos que apresentavam características mais sutis do autismo passaram pela infância e adolescência sem uma identificação adequada. Hoje, com maior conhecimento sobre o transtorno, mudanças nos critérios de avaliação e mais informação disponível, essas pessoas têm encontrado caminhos para compreender comportamentos e dificuldades presentes desde os primeiros anos de vida.

Segundo Mirthis Czubka de Abreu, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, a compreensão atual sobre o autismo é mais ampla do que no passado. O espectro reúne diferentes formas de manifestação, inclusive em pessoas que conseguem desenvolver estratégias de adaptação social e aparentam ter poucas dificuldades no cotidiano.

O que explica o aumento dos diagnósticos?

O crescimento das identificações está relacionado principalmente à evolução do conhecimento sobre o TEA. Os critérios utilizados pelos profissionais passaram por mudanças e atualmente permitem reconhecer uma variedade maior de características associadas ao espectro.

A facilidade de acesso à informação também tem papel importante. Ao conhecer os sinais relacionados ao autismo, muitos adultos passam a perceber padrões que se repetiram durante toda a vida e decidem procurar uma avaliação especializada.

Entre as características que podem motivar essa busca estão dificuldades persistentes nas relações sociais, desconforto diante de mudanças, necessidade de manter determinadas rotinas, sensibilidade elevada a sons, luzes ou texturas e interesses bastante específicos.

A diminuição do preconceito em torno do autismo também contribui para que mais pessoas procurem ajuda e considerem a possibilidade de uma avaliação profissional.

Por que mulheres podem receber o diagnóstico mais tarde?

As descobertas na idade adulta são especialmente relevantes entre mulheres. Um dos fatores apontados por especialistas é o chamado mascaramento social, quando a pessoa aprende a observar e reproduzir comportamentos considerados socialmente esperados para conseguir se adaptar.

Esse processo pode fazer com que características do autismo permaneçam menos evidentes durante muitos anos. Entretanto, manter esse esforço constante para se adaptar pode ser desgastante e contribuir para episódios de exaustão emocional, ansiedade e esgotamento.

Em muitos casos, a busca por respostas acontece somente depois de períodos de sofrimento ou quando a pessoa entra em contato com informações sobre o espectro e começa a identificar semelhanças com sua própria trajetória.

O que muda após um diagnóstico na vida adulta?

Descobrir o autismo depois de adulto pode provocar diferentes sentimentos. Para algumas pessoas, o diagnóstico representa principalmente uma explicação para experiências que pareciam difíceis de compreender até então.

A identificação também pode ajudar na construção de estratégias mais adequadas para lidar com situações sociais, sensoriais, profissionais e cotidianas. O acompanhamento especializado pode contribuir para melhorar a qualidade de vida e ampliar a compreensão sobre as próprias necessidades.

Por outro lado, o diagnóstico também pode despertar emoções relacionadas à revisão da própria história, principalmente quando a pessoa percebe que determinadas dificuldades enfrentadas ao longo dos anos poderiam estar relacionadas ao TEA.

Quais sinais podem indicar a necessidade de avaliação?

A presença de algumas características de forma persistente pode levar o adulto a considerar uma investigação profissional. Entre os sinais estão:

  • dificuldades frequentes nas interações sociais;
  • sensibilidade acentuada a sons, luzes, cheiros ou texturas;
  • necessidade de manter rotinas e desconforto diante de mudanças;
  • interesses específicos acompanhados de grande intensidade;
  • dificuldade para compreender determinadas regras sociais;
  • sensação recorrente de não se encaixar em grupos ou ambientes.

Ter uma ou mais dessas características, porém, não significa necessariamente que a pessoa seja autista. O diagnóstico depende de uma avaliação clínica individualizada e deve ser realizado por profissionais capacitados, como psicólogos e psiquiatras.

A maior quantidade de diagnósticos na vida adulta não significa, necessariamente, que o autismo esteja surgindo mais tarde. Em muitos casos, trata-se da identificação de características que já estavam presentes, mas que não haviam sido reconhecidas anteriormente.

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Este conteúdo foi produzido com apoio de inteligência artificial. A equipe do Destaque Hoje Notícias é responsável pela publicação, atualizações e correções.