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Economia Atualizado 51 minutos atrás

Entrada de dólares no Brasil atinge maior nível para um primeiro semestre desde 2018

  Brasil registra maior entrada de dólares no primeiro semestre em sete anos O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com o melhor desempenho do fluxo cambial desde 2018....

Por Publicado em 10/07/2026 12:34 3 min de leitura
Entrada de dólares no Brasil atinge maior nível para um primeiro semestre desde 2018

 

Brasil registra maior entrada de dólares no primeiro semestre em sete anos

O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com o melhor desempenho do fluxo cambial desde 2018. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que o país registrou entrada líquida de US$ 17,78 bilhões (cerca de R$ 91 bilhões) entre janeiro e junho, revertendo o cenário negativo observado no mesmo período do ano passado.

Em comparação, no primeiro semestre de 2025 o fluxo cambial apresentou saída líquida de US$ 14,34 bilhões, o pior resultado da série histórica em valores nominais. A recuperação deste ano reflete um ambiente mais favorável para a economia brasileira e maior interesse de investidores estrangeiros.

Entre os principais fatores que contribuíram para o resultado estão o avanço das exportações, impulsionadas pela valorização do petróleo, e o aumento do ingresso de capital estrangeiro. A perspectiva de juros menores nos Estados Unidos, somada às incertezas no cenário político norte-americano, levou parte dos investidores a direcionar recursos para mercados emergentes, como o Brasil.

O bom momento também foi sentido nos mercados financeiros. Em 2026, o dólar acumula queda de cerca de 6% frente ao real, sendo negociado próximo de R$ 5,12. Ao mesmo tempo, o Ibovespa registra valorização de aproximadamente 5,9%, alcançando a marca dos 172 mil pontos.

Apesar dos números positivos, especialistas alertam que o cenário pode mudar na segunda metade do ano. A expectativa é de que as taxas de juros nos Estados Unidos e a Selic permaneçam elevadas por mais tempo, reduzindo o apetite dos investidores por ativos de maior risco.

Além disso, fatores como a continuidade das tensões geopolíticas no Oriente Médio e a aproximação das eleições presidenciais no Brasil podem aumentar a volatilidade dos mercados e pressionar o câmbio.

Relatório do Itaú BBA aponta que, em junho, o segmento financeiro voltou a registrar saídas líquidas de recursos, sinalizando perda de fôlego no financiamento externo após o agravamento das tensões internacionais.

Diante desse cenário, o banco revisou sua projeção para o dólar, estimando a moeda norte-americana em R$ 5,30 no fim de 2026 e R$ 5,50 em 2027.

O BTG Pactual também atualizou suas expectativas, elevando a previsão para o câmbio no encerramento de 2026 de R$ 4,90 para R$ 5,40. Segundo a instituição, a revisão foi motivada pelo desempenho mais forte da economia dos Estados Unidos, com mercado de trabalho aquecido e inflação persistente, fatores que podem levar o Federal Reserve a manter juros elevados por mais tempo.

Para os próximos meses, os analistas acreditam que o setor exportador continuará favorecendo a entrada de dólares no país. No entanto, o fluxo financeiro deve permanecer mais instável, acompanhando as incertezas do cenário internacional e doméstico.

 

Juliana
AutorJulianaVer publicações